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terça-feira, 8 de setembro de 2009

A união era impar. Uma amizade febril, que não haveria se achar mais pura nem mesmo entre os anjos.
Seus mundos, assim como suas ideias, edificavam-se totalmente opostos, embora os valores fossem uniformes e inalienáveis. Valores que, compartilhados, deram a luz à cumplicidade, a camaradagem que se fazia presente nos melhores e piores momentos.
No entanto, a vida, coletivo de imprevistos e ironias, tratou de reservar curto caminho à amizade que se mostrava tão enorme, promovendo triste fim à uma pessoa que sempre fora tão alegre.
O amigo, hoje, lhe aparece em forma de recordação das horas felizes, belas recordações que o presente e o futuro só podem tornar mais saudosas, jamais destruir, pois, como certa vez disse um sábio, esse é o misterioso privilégio do passado.

domingo, 23 de agosto de 2009

Aos Sonhos

Obrigado por existirem. Vocês são o que há de mais genuíno e vivo dentro de mim.
Apesar dos tropeços e adiações, se mantém acesos como sempre estiveram.
Como um farol que brilha à noite, me iluminam, norteam minhas ações e minha conduta. Vocês calam cada um dos meus insucessos, espantam cada um dos meus fantasmas e me trazem ao rosto um sorriso só pelo simples fato de existirem, da possibilidade de se concretizarem ou não.
E cada um que se realiza, diferente do que algumas pessoas dizem, trazem imensurável satisfação, não só pela concretização em si, mas por abrir espaço à uma nova aspiração que vem logo em seguida.
Vocês existem e sempre foi assim, sempre será... Nada nesse mundo pode apagá-los: frustrações, desilusões, perdas, bem como os demais golpes desferidos pela vida, nunca foram capazes de transpassá-los. Meu escudo insuperável.

domingo, 16 de agosto de 2009

- Alô!
- Oi, como vc tá?
- ALô!
- Oi, tá me ouvindo? Acho que a ligação não está boa.
- Amor, não tô escutando nada. Tá difícil entender o que vc diz.
- Não sei se vc está se esforçando pra entender...
- Como é? Fala mais alto, e devagar.
- O problema é que às vezes a solução não é essa. O modo como vc fala, muitas vezes, é secundário. O que importa é o que eu estou tentando dizer, não como estou fazendo isso.
- O problema é o quê??
- Para. Isso não tá dando certo, é melhor ficarmos por aqui. A gente já não tem se entendido bem há algum tempo.
- O que que tem o tempo? Isso não tem a ver com o tempo, é só o seu aparelho que não está bom.
- Tá vendo? É disso que eu tô falando: a culpa é sempre da minha parte. Vc não erra nunca, nunca é culpado por nada.É perfeito! Tô cheia disso.
- Olha... tá difícil. É melhor a gente se falar amanhã, não estou entendendo mais nada. Seu telefone tá louco, a dona dele então...
- Não acredito que vc disse isso!
- Como? repete.
- Nossa vida tem sido repetição atrás de repetição, não vou repetir mais nada, não quero. Quero ter certeza que a rotina não foi culpa minha.
- Um beijo. Amanhã falamos...
- Nem o beijo é mais a mesma coisa de antes, tudo está pior, será que voce não percebe?
- Te amo. Até.
- Escuta aqui, se vc desligar esse telefone...
Tu Tu tu...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Com toda verdade e carinho

Vocês juntos são uma dádiva. É bom acompanhar isso, testemunhar como ainda é possível acreditar na pureza do ser humano.
Parabéns! Vcês são a prova viva de que tudo pode dar certo, e têm consciência de que isso acontece pelo respeito mútuo: respeito ao espaço alheio, respeito ao momento, respeito que transborda de um para o outro, nos gestos, nos olhares, no falar, e por que não dizer, no calar?
Vocês viram que não adianta afobação, não adianta querer fazer de um momento o certo; o momento certo aparece quando menos se espera, aliás, quando se espera muito, mas já quase não se tem esperanças.
Quantas vezes me peguei torcendo por vocês e deixando meus problemas de lado? Quantas vezes quis, infantilmente, achar uma solução, algo que pudesse ajudá-los? As mãos atadas, no etanto, não diminuiram em nada meu prazer pela realização.
As frases apaixonadas, os carinhos, os olhares que se perdem um no outro e parecem negligenciar a existência de um mundo extrínseco, tudo isso me encoraja a tentar mais uma vez. Não sei se é egoísmo enxergar na felicidade alheia um sinal pra mim, mas se for, peço desculpas.
Sorrisos tontos, tortos, mas tão ternos. Tantos sorrisos parecem debochar de quem diz não acreditar na felicidade completa (e o que seria felicidade pela metade?).
Vocês provam, a cada dia e para quem quiser ver, como é simples ser feliz.

De sábado para domingo

Ressaca moral não existia. Para ele, ressaca tinha de dar dor de cabeça, e essa não dava. O que incomodava era a ressaca convencional, felizmente, cada vez mais rara.
Mais um sábado, esperanças renovadas. Não há como encontrar alguém estando preso em casa.
Legal até onde lembrava, depois: a cama, o quarto, o lençol na cara, a luz acesa e a carteira perdida - talvez tivesse esquecido no carro.
"Hoje é descanso, já curti muito." O pensamento vinha com o pesar de não ter dinheiro para ir ao Maraca ver o Flamengo.

O irmão bate na porta: "você tem visita!"
Vira-se de lado e o sono fala mais alto que a curiosidade. O sono quase sempre se impunha... Vai saber quem era...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

De sexta para sábado

Preferiu voltar andando ao invés de tomar um ônibus. Depois da noitada regada à cerveja, arrastou-se tropeçando nas pernas e nos pensamentos. Na mente só havia incertezas, não concatenava ideias nem completava qualquer raciocínio. Não sabia onde estava, tão pouco pra onde queria ir.
Naquele instante, o tombo. O corpo caiu, mas da cabeça a reflexão se levantou - reflexão, no mínimo, imprópria para alguém naquela condição -, percebeu semelhanças entre a rua e seu coração: ambos tão frios, tão escuros, tão desertos, precisando de alguma segurança... Os dois pareciam assombrados.
Lembrou-se do quão inadequado e idiota era o pensamento anterior, puxou do bolso a última halls preta e continuou o percurso.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

As palavras da menina

Porque algumas frases só surtem efeito quando ela diz...
E quando ela fala, me calo e presto atenção. Vale a pena refletir. Quando as palavras saem da sua boca, têm sentido, têm beleza. Quando isso acontece, a felicidade existe.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Tira essa expressão do rosto, ela não combina com você. O sarcasmo nunca lhe caiu bem, muito menos agora.
Faz cara de raiva, de tristeza, de melancolia, de sarcasmo não.
Não quero ver você contente agora, não quero sorriso. Quero lágrimas.
Seja feliz depois, em outro tempo, mas não agora, porque nada é tão bonito quanto o choro no momento derradeiro. Nada é tão contundente quanto um triste último olhar,com soluços de adeus e a típica falta de palavras que simboliza o sonho despedaçado.

domingo, 19 de julho de 2009

MINHA BUSCA

Agora me sinto pronto. Não sei se preparado, mas mais pronto do que antes. Mais disposto a enfrentar as dificuldades, mais forte pra conseguir retirar as pedras do meu caminho.
A partir de agora quero dar um sentido à loucura, uma cor à tela, uma letra à melodia. Minha loucura, minha tela, minha melodia. Minha vida.
Hora de colocar as coisas no lugar e olhar pra frente, esquecer alguns momentos dos últimos anos que ainda latejam em minha cabeça, tristes flashes. Mas o pior é que, refletindo com atenção, percebi que os tristes não são os piores... São os felizes que mais têm me importunado, os das horas alegres ao lado de gente que sei que não estará mais nos meus momentos futuros, nem alegres, nem tristes, pessoas que saíram da minha vida.
E os lugares insistem em atiçar minha memória, por onde passei ao lado dessas pessoas, consigo enxergá-las lá, rindo pra mim, fazendo alguma piada ou careta, ou com o olhar perdido na direção do horizonte. Até o cheiro permanece lá. Cada dia elas mudam de expressão e humor nas minhas lembranças, infindáveis.
Nostalgia pode ser uma coisa boa, mas não pra mim, não agora, quero deixar tudo isso no passado, que é o seu devido lugar.
Olhar pra frente, reordenar a cabeça, arranjar um sentido. A hora da transição é sempre a mais complicada, mas estou pronto.
Sei que mereço ser feliz.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Teoria e prática

Sabe quando você quer se antecipar a uma situação e começa a conjecturar as possibilidades, na tentativa de adivinhar o que pode acontecer e estar bem preparado pra isso?
Claro que você sabe. Todos sabem. O mundo inteiro sabe. Não há quem nunca tenha feito isso, em especial na hora de ir dormir. E, como você também sabe, meu amigo, na maioria das vezes nosso planejamento não vale grande coisa: as perguntas que você esperava não vêm, as suas frases de efeito não causam o impacto esperado, você simplesmente não encontra lugar para encaixar as suas respostas ensaiadas, a retórica parece estar de mal com você...
Pois é, não fique triste, isso acontece o tempo inteiro com todos nós. Acho que esse exemplo serve pra ilustrar como funciona o curso da vida: você faz planos, se programa meticulosamente, e, às vezes, acontecem imprevistos que te impedem de chegar ao seu objetivo. São raríssimas as situações nas quais acontece o imprevisto maior de todos: as coisas se concretizarem como você esperava.
Mas acredite, é melhor que seja assim. A graça da vida está no inesperado, nas surpresas... Se tudo acontecesse como prevemos, os êxitos não nos dariam a menor satisfação, as vitórias não mereceriam comemoração e a vida se daria desse modo mecânico.
Falando em surpresas, minha internet parou de funcionar, por conta disso que resolvi escrever algo, e acabou saindo isso... Viu que legal? Se a internet estivesse funcionando eu não teria escrito esse texto... E talvez você ficasse feliz por isso

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Escolhas que ficaram para trás

A ilusão de que o tempo cura as feridas começava a desmoronar.

Agora compreendia que certos momentos se eternizam: alguns pelo contexto no qual estão inseridos, pelas pessoas que participam deles, outros, por coisas que são ditas , e ainda há aqueles que ficam na memória pelo que não se fala, pelo que não se faz.

A lembrança do momento desperdiçado pela falta de ousadia pra se falar ou fazer algo é a mais cruel dentre as que citei. A interrogação permanente a respeito do que podia ter acontecido, dos desdobramentos de uma ação que só existiu na imaginação, martela na cabeça sem parar. Um leque infinito de possibilidades não foi aberto; portas e mais portas, que ninguém sabe onde dariam, nunca foram exploradas.

Aquela mulher que sentou ao seu lado no ônibus quinta-feira passada, lembra? Por simpatia, ela sorriu pra você ao passar na roleta, mas você não quis puxar um assunto porque preferiu ouvir aquelas mesmas músicas de sempre no seu mp3. Ela poderia ter sido a mulher da sua vida, mas desceu três pontos antes do seu – na verdade, um pouco menos, poque o motorsta passou um pouco do ponto -, e você nunca mais vai encontrá-la...e tudo podia ser diferente

E aquele pedido de desculpas que ficou preso na garganta depois da discussão com seu amigo? Você queria proferi-lo, a questão não envolveu orgulho, talvez vergonha, o fato é que não deu. O tempo passou, o contato se escasseou e o pedido prescreveu, assim como a amizade. Talvez esse amigo estivesse ao seu lado quando todos te virassem as costas; espero que esse momento nunca chegue pra você, e que, se chegar, você conte com outro amigo.

A vida e suas contradições... Enquanto uns enfrentam críticas por agir sem pensar, outros se martirizam por pensar sem agir.

Ele não pensava em refazer as escolhas, isso seria muita pretensão. Tudo que desejava, e com fervor, era saber onde aquelas portas dariam.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A vida parece estar querendo brincar comigo nesse momento, me fazer de bobo.
As coisas estão acontecendo da maneira mais imprevisível; por mais que eu tente, não estou conseguindo controlar o rumo que as coisas estão tomando, tô tentando nem me preocupar com isso mais, já que não tem outro jeito.
Os planos eu faço, como sempre fiz, tenho todos aqui na cabeça, mas estou encontrando dificuldade para tirá-los dela e trazê-los para realidade.
O lado bom é que tudo tem transcorrido bem, apesar de não da maneira prevista, mas bem mesmo assim. Em suma, tá tudo fora do lugar convencional, mas o lugar alternativo está me agradando muito.
A faculdade continua no ritmo de sempre: provas, trabalhos, redações... O meu ritmo é que não tá nesse compasso, definitivamente não estou em sintonia com a UERJ nesse momento. Quero ser otimista e pensar que esse um mês restante de aula vai passar num piscar de olhos.
E por falar em faculdade, me lembrei agora de que não teci nenhum comentário aqui sobre a queda da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, e, como faço Relações Públicas, curso irmão do jornalismo, esse tema mexeu um pouco comigo. Farei um post sobre isso, mas vai ficar pra outra hora, porque agora vou dormir.
Quem sabe de manhã eu até consiga me lembrar do sonho que terei, já que as coisas estão meio loucas, pode ser que eu consiga essa proeza.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Onde você vai estar daqui a dez anos? Fazendo o que? Como vai ser sua vida?
E daqui a 30 anos?

Você não consegue sequer se imaginar daqui a 10 ou 30 anos?
Trace metas, tenha em sua mente objetivos bem claros, mobilize seus esforços para concretizá-los. Viva o agora, sem se esquecer que seu futuro será seu agora algum dia.

Papo chato! Parece sermão... mas nem é...

É verdade mesmo que pra quem não sabe onde quer chegar, qualquer lugar tá bom.

domingo, 14 de junho de 2009

É só a vida em jogo

O sujeito era um guerreiro, de fato. Com seu espírito conspícuo, enfrentaria o que quer que fosse para continuar em seu curso de ação.
Não temia nem Deus nem o mundo, sua alma era fria, o coração implacável; no lugar do corpo, o que havia era uma fortaleza intransponível e perene.
Conquanto fosse demasiado forte, não havia em sua face sequer requício de placidez, ao contrário, exalava um ar tenso, desconfiado, exarcebadamente circunspecto. Onde se fizesse presente, o ambiente tornava-se retesado. Talvez fosse apenas a imagem que quisesse passar, mas eu dúvido.
Suponho que o intrépido guerreiro era, na verdade, um completo infeliz. Ele sempre se fechou em torno de si mesmo, de suas convicções, de seu pequeno mundo, no qual era rei e era súdito, mas reinava mesmo assim, e isso bastava.
Sempre encarou a vida com o olhar de apreensão com o qual se estuda um inimigo. Definitivamente, nunca conseguiu lidar com pessoas; lidava com problemas, lidava particularmente bem com problemas, com pessoas não.
Nunca soube perder - era evidente que não tinha nascido com jeito pra isso - não chorava, não caia.
Porém o tempo passava pra ele, sorrateio e apressado, bem como pra nós. Sua alma já não era fria como antes, o coração dava sinais de cansaço e amolecia; o corpo deixara há muito de ser a usual fortaleza... Sentia-se enfraquecendo.
É impressionante como o passar dos anos tem esse efeito corrosivo; ele basicamente se impõe sobre nós, alterando nossas mais profundas certezas, trazendo junto com a experiência, gotas de sensibilidade e, por fim, nos faz sucumbir.
Acredito que seja o medo desse momento derradeiro que nos pormove essas mudanças.
No entanto, pra quem teve uma vida inteira pra sorrir e ser feliz, e não o fez, o desfecho está bem desenhado, embora o desenho não tenha um bom aspecto.

sábado, 6 de junho de 2009

O sorriso perdeu a graça. As risadas tornaram-se pranto.

Ela voltou pensando no ocorrido. Em momento algum queria que as coisas
acontecessem daquele jeito. Magoara e havia sido magoada.
Chutava pedras pelo caminho. O que queria, na verdade, era chutar o passado, era ter certeza do que viria agora no SEU caminho.
As emoções pareciam duelar arduamente; os olhos, juízes implacáveis da alma, declararam a angústia vencedora. As lágrimas escorreram timidamente no início, depois, jorraram de modo incessante a fim de coroar o sentimento vitorioso.
E o mundo não era mais o mesmo.
Por alguma razão, o espelho gostava de lembrá-la que as coisas haviam mudado, que ele já não estaria mais ao seu lado, que ela não teria o apoio de sempre, o ombro amigo, a defesa recorrente.
Talvez fosse hora de crescer, talvez abrir mão fosse necessário, mas e o risco?

O arrependimento batia à porta, ela sentiu vontade de abrir...

domingo, 31 de maio de 2009

Um sorriso.

Um passeio pelo calçadão num domingo de sol

Pessoas caminhando, correndo... Casais de mãos dadas; crianças brincando com bolas, observadas pelos pais.

No mirante do Leblon, um mar infinito a ser contemplado, mas nem de longe a imagem mais marcante.

Uma mulher, uma cadeira de rodas, um sorriso...

Essa sim, uma imagem pra ficar na lembrança.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Futuras Lembranças

Adoro esses rostos que insistem em me perseguir... Rostos que conheço, que gosto e confio.
Rostos que sempre estiveram com os olhos fitados sobre mim, com afeto, compreensão... Cumplicidade.

São rostos de familiares, amigos, algumas vezes são de pessoas com as quais nem mantenho mais contato, que são muito importantes pra mim e nem sabem disso. Suas feições, olhos, sorrisos, permanecem aparecendo pra mim nos momentos em que fecho os olhos.

O triste de tudo é saber que os donos dessas faces não vão poder estar mais me acompanhando algum dia, que não vão mais olhar pra mim nem com olhar de afeto, nem com olhar de repreensão, nem com olhar de nada.

Ao menos tenho o consolo de saber que vou continuar encontrando suas feições sempre que fechar meus olhos. Esses rostos nunca vão desaparecer pra mim.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Uma Partida Qualquer.

O jogo não era pra ser jogado, era pra ser apenas acompanhado, com olhar atento. O envolvimento não deveria ser tão grande; bem menos passional, bem menos fanático.
A partida estava tensa, meu time não parava de atacar, tinha alugado o meio campo, mas os laterais apoiavam demais e esqueciam de marcar, e os volantes não voltavam pra cobrir o espaço...
Ninguém contava com os contra-ataques, que, aliás, eram o forte do time adversário; mas o futebol estava tão de mal com o jogo que nem isso funcionou.
Bolas alçadas na área para atacantes omissos, que não sabiam fazer gols; o meio campo era taticamente obediente e esforçado, só não era criativo...
O resultado não poderia ser outro a não ser o empate, e em zero a zero.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

40 Gotas...

As velhas mágoas ainda estão lá,

(e essa maldita dor de cabeça me matando!)

guardadas no mesmo coração onde outrora germinaram.

(fruto de uma noite de sono (mal) dormida pela metade)

Talvez num espaço um pouco menor.

(vou tomar uma Novalgina e descansar pra me livrar dessa merda!)

Talvez...
Seria uma boa curar mágoas com Novalgina e travesseiro.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Reflexões sob cárcere

Os pensamentos são muitos, e profundos também, mas ao mesmo tempo, são fugazes, melancolicamente efêmeros. Desenvolvo toda uma linha de raciocínio, invento e reinvento lógicas, traço as possibilidades, prós e contras, tento agarra-los com toda força que minha memória consegue imprimir, mas eles têm mais agilidade do que minha memória tem força. Quando me dou conta, quase sempre conseguem escapar.

Aos poucos estamos tentando nos entender, agora os melhores marcam hora para serem concebidos: entre 18h e 19h, quando estou voltando para casa, no metrô, depois do expediente, e de madrugada, antes de ir dormir.
Agora vou me preparar pra eles, vou me munir de papel e caneta para aprisioná-los. Daqui pra frente só me escapam quando eu permitir, quando não fizer questão deles.

Peço que não sejam demasiado críticos com essa minha postagem, escrevi durante o trabalho, daqui a pouco vou pegar o metrô de volta pra casa, talvez até a estação Siqueira Campos apareça algo melhor. Ou não...