Há 7 anos
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Última do ano
Essa época sempre me frustra, pois acumulam-se expectativas por mudanças e uma anciedade que machuca pela demora às respostas. Esse Dezembro - como todos os outros, não é diferente. Muito embora, noto uma sutil diferença em mim, algo mudou. As mudanças podem vir à tona numa reflexão ao espelho, como pode ser notada no dia-a-dia. Há agora um aglomerado de sonhos realizados, com outros que não, preocupações que surgem, outras que permanecem. Só quero que dessa vez, tudo corra bem e que continue bem, encontrando minhas respostas no ano que virá.
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T. Junior
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
O Homem no espelho
seu rosto jovial se fora,
agora, ostenta toda uma expressão enigmática.
Ao te olhar, noto que não mais te conheço,
sinto saudade do teu outro eu,
e também do eu que eu era.
A mudança te preocupa,
antes a tranquilidade era sentida.
A proteção mal acostumou-te,
sentes agora na pele o que é a vida,
embora a proteção ainda não se extinguira.
Já prevê sua saida,
e sabe que é em breve.
A eterna dúvida é que resta:
como será?
na sua mente você sabe,
não quer admitir, mas sabe,
que o proximo passo,
você… não quer dá-lo,
sente-se fraco,
impotente,
não é homem o bastante.
Mas o fatídico momento chegará,
talvez você precise apenas se superar
- superar esse medo do futuro,
ou talvez não adiante,
e esta fadado ao fracasso.
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T. Junior
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Confusão
Me sinto confuso as vezes
estou confuso agora
não consigo distinguir sonho de realidade
ou não quero…
é mais fácil não querer
pois, quem quer sofrer?
aparentemente todos queremos…
podemos encontrar varias coisas na vida:
felicidade, amor, amigos…
dor, ódio, fúria…
todas elas levam a uma verdade:
que não temos o menor controle dela
e que não sabemos de nada.
será que estou errado de querer ficar aqui…
sonhando?
ou ao menos com os olhos fechados simulando sono?
minha covardia não levará a nada.
sei disso…
sinto-me cançado,
sem fazer nada
talvez esteja doente
talvez…
talvez estejamos
talvez…
Só queria que alguém me acordasse
e dissesse que só preciso dormir.
estou confuso agora
não consigo distinguir sonho de realidade
ou não quero…
é mais fácil não querer
pois, quem quer sofrer?
aparentemente todos queremos…
podemos encontrar varias coisas na vida:
felicidade, amor, amigos…
dor, ódio, fúria…
todas elas levam a uma verdade:
que não temos o menor controle dela
e que não sabemos de nada.
será que estou errado de querer ficar aqui…
sonhando?
ou ao menos com os olhos fechados simulando sono?
minha covardia não levará a nada.
sei disso…
sinto-me cançado,
sem fazer nada
talvez esteja doente
talvez…
talvez estejamos
talvez…
Só queria que alguém me acordasse
e dissesse que só preciso dormir.
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T. Junior
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
O tédio consome meus dias rapidamente. As palavras, hoje mais rebuscadas, não vem-me com a abundancia de outrora. As pessoas ao meu redor tornaram-se mais escassas. Tudo aparenta ser limitado e previsivel. Minha consciencia afirma que amanha estarei aqui, sentado, fazendo as mesmas coisas. O alvorescer confirma o prelúdio de minha mente.
Meus sonhos e objetivos levarão tempo para se realizarem, caso ocorram. Vivo nos dias antescedentes a eles. Houve mudanças recentemente, provável que seja a realização inesperada de um de meus sonhos. O nervosismo e a anciedade, ainda existentes, transformam-se aos poucos em algo prazeroso, pelo simples fato da realização.
A anciedade reaparece na sua ausência, e o tédio continua a consumir os dias ate o próximo encontro.
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T. Junior
terça-feira, 8 de setembro de 2009
A união era impar. Uma amizade febril, que não haveria se achar mais pura nem mesmo entre os anjos.
Seus mundos, assim como suas ideias, edificavam-se totalmente opostos, embora os valores fossem uniformes e inalienáveis. Valores que, compartilhados, deram a luz à cumplicidade, a camaradagem que se fazia presente nos melhores e piores momentos.
No entanto, a vida, coletivo de imprevistos e ironias, tratou de reservar curto caminho à amizade que se mostrava tão enorme, promovendo triste fim à uma pessoa que sempre fora tão alegre.
O amigo, hoje, lhe aparece em forma de recordação das horas felizes, belas recordações que o presente e o futuro só podem tornar mais saudosas, jamais destruir, pois, como certa vez disse um sábio, esse é o misterioso privilégio do passado.
Seus mundos, assim como suas ideias, edificavam-se totalmente opostos, embora os valores fossem uniformes e inalienáveis. Valores que, compartilhados, deram a luz à cumplicidade, a camaradagem que se fazia presente nos melhores e piores momentos.
No entanto, a vida, coletivo de imprevistos e ironias, tratou de reservar curto caminho à amizade que se mostrava tão enorme, promovendo triste fim à uma pessoa que sempre fora tão alegre.
O amigo, hoje, lhe aparece em forma de recordação das horas felizes, belas recordações que o presente e o futuro só podem tornar mais saudosas, jamais destruir, pois, como certa vez disse um sábio, esse é o misterioso privilégio do passado.
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J. Meireles
sábado, 5 de setembro de 2009
Conto V - Vingança
Olhava fixamente aquilo estirado a sua frente. De joelhos ele estava, quando notou sua consciência voltar, embora soubesse o que tinha feito. Fechava os olhos, e via sua filha, ou partes dela. Ao abrir os olhos, via sangue, o culpado e uma sentença, seguidos de um vazio que o secava por dentro. A filha lhe servia de olhos, com ela só enchergava a pureza das coisas, ela definitivamente era sua morfina, que foi perdida prematuramente, forçando-o a sentir a realidade. Agora, ja sem balas, queria uma opção para se juntar a ela. Ao levantar, reclinou-se sobre o corpo onde alojou as balas, e deixou a Glock vazia. Caminhou em direção a janela, estava concentrado.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Conto IV – 10 segundos
Restavam 10 segundos no cronômetro. Já haviam desistido de escapar. As feridas nos pulsos, ainda roçavam nas cordas, agora mais frouxas, porém não restavam-lhes forças para tentar. Olharam-se, um olhar de desespero, pois sabiam o que ocorreria quando o relógio zerasse. Se não estivessem amarrados, um abraço seria inevitável. Tombaram, ficaram frente a frente.
5 segundos…
Um filme rodou, de meio segundo, contendo milhares de flashs de tudo o que passaram juntos ate aquele momento. O beijo foi salgado, molhado pelas lagrimas de suas lembranças.
0
Não havia mais dor, nem amor, nada.
5 segundos…
Um filme rodou, de meio segundo, contendo milhares de flashs de tudo o que passaram juntos ate aquele momento. O beijo foi salgado, molhado pelas lagrimas de suas lembranças.
Não havia mais dor, nem amor, nada.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Conto III
Rio de Janeiro, Linha Vermelha. O tráfego está tenso. Buzinas ensurdecedoras assolam aquele local. Numa das passarelas observo o movimento das pessoas. O barulho não as incomoda, passam despercebidamente apressadas, seguindo pelo caminho de suas lotadas rotinas. Essa algazarra de sons me incomoda, e muito, a ponto de ter que fazer leves pausas para me recuperar. E assim estou. Noto que em meio ao trânsito de homens e mulheres, há três garotos e uma garota. Para descrevê-los o melhor é dizer que diferiam apenas em tamanho. Tive que olhar duas vezes para notar que era uma menina, e não mais um dos garotos. Suas almas possuem tonalidades fracas, como se houvessem buracos. Ao se aventurarem fazendo malabares para arrecadarem cédulas, vejo-os trocando-as, logo após, por pedrinhas levemente sujas porém esbranquiçadas. Prefiro deixar em aberto o uso dessas pedras, não é importante; nenhum dos vicios de vocês significarão algo. Enfim, ficaram nos malabares e pedrinhas o dia todo. Ao escurecer avistei meu objetivo, ao mesmo tempo em que os quatro brincavam no sinal aberto. A alma dela era fraca e leve, e não carregava qualquer sentimento consigo. Talvez porque são humanos à margem da sociedade estipulada pelos próprios, ou porque suas almas não têm outra escolha, além de habitar as trevas do mundo.
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